sábado, fevereiro 14, 2009

Aprendendo a dançar








Lendo um post de um blog que acompanho, realizei uma viagem no tempo e no espaço. Voltei à época em que eu sentava na beira da praia e ali, tinha as mais profundas experiências comigo mesma. Ficar sozinha, no final da tarde, olhando para a imensidão do mar, aquele vai-vém das ondas....nossa, era fantasticamente fantástico!!

Naqueles momentos, minhas idéias se acomodavam e clareavam, meus fantasmas eram exorcizados e meu mundo reencontrava o sentido que às vezes ficava estacionado pelo caminho...

Dialogar comigo mesma, escutar meus argumentos, ponderar minhas decisões e escolhas nunca foi tarefa muito fácil, a exigência sempre esteve num nível bem elevado, quantas vezes me fiz sofrer sorrindo.....

Também li num outro artigo “Apaixone-se por suas idéias; apaixone-se pelo seu corpo; apaixone-se pela dança da vida. Acredite, a vida é só sua! Faça do jeito que quiser, quando quiser, como quiser!!!!!! Esta é a vantagem de passar dos 40!!”

Ta, ainda não cheguei lá ( nos 40), faltam alguns meses, mas estas afirmações têm sido um grande exercício, já sem tantas cobranças ou auto-exigências.

Hoje, já não preciso mais da beira da praia para conseguir bater um papo comigo mesma. Talvez até pelas mudanças de rotina que a vida realiza, me bastam pequenos momentos onde me encontro realmente sozinha e esteja, acredito, aberta a esta comunicação interior, uma palavra, uma figura, uma música, sei lá...... o que tocar e bater no mesmo ritmo das minhas idéias e emoções me leva a esta experiência, sem que isso seja uma “revelação” ou “experiência mágica ou mística”, como dizia no post que citei.

Agora mesmo, depois de ler o que dizia naquele post e lembrar das minhas tardes na beira da praia, bateu um sentimento tranqüilo e uma alegria bacana, sinto que as coisas interiores se acomodam. Escrever sobre isso se transformou em algo apaixonante neste momento....
É...acho que estou aprendendo a dançar!!!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Cento e vinte motivos...


Assim a cada motivo, como uma rosa:
desabrochando...
colorindo...
perfumando....
existindo!!!
Com toda a minha beleza e também os meus espinhos...
Com toda a minha imponência e também minha fragilidade....
Com toda a minha segurança e também minhas necessidades!!
Preciso do sol, do calor, de luz...
Preciso de água, de poda...
da mão carinhosa, do olhar que me vê além....
do coração que me conhece botão e...
do sorriso que me faz transformar em flor!!

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Sempre Sabemos...

Hoje é isso....li, gostei e copio aqui!!
Alguns trechos parecem que sairam de mim e foram parar nas idéias da escritora, uma identificação muito grande.
O GRITO

Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio. Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar este grito com conversas tolas, elocubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar este amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe.
(M.M.)