sábado, maio 30, 2009

De novo...

Olha eu aí.....



de novo...
de novo...
de novo!!



segunda-feira, maio 25, 2009

A escolhida do dia

É madrugada... como sempre faço, meu momento de "relax": escuto minhas músicas preferidas, leio algo que me interessa, etc e tal...
Hoje escolhi como trilha um grupo que eu curtia nos anos 80, ou melhor, UMA música deste grupo.
Como dizia Clarice Lispector: " Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."















As curvas no caminho, meus olhos tão distantes,

Eu quero te mostrar os lugares que encontrei

Como o céu pode mudar de cor quando encontra o mar

Um sonho no horizonte, uma estrela na manhã

De repente a vida pode ser uma viagem

E o mundo todo vai caber nesta canção

Vou te pegar na sua casa, deixa tudo arrumado

Vou te levar comigo pra longe

Tanta coisa nos espera, me espera na janela

Vou te levar comigo

Eu quero te contar as histórias que ouvi

E nas diferenças vou te encontrar

O amor vai sempre ser amor em qualquer lugar

Vou te pegar na sua casa, deixa tudo arrumado

Vou te levar comigo pra longe

Tanta coisa nos espera, me espera na janela

Vou te levar comigo.

sexta-feira, maio 22, 2009

Trajeto

Encontrei este texto "perdido", é antigo, acho que de 2006. Lembro que foi muito bom escrevê-lo, trouxe boas lembranças... agora ficará guardado aqui!!
Foi como o som de um alarme a me despertar a proposta desta atividade. Parar e "pensar" sobre o trajeto que realizo entre a minha casa e a escola...é algo novo, pois sempre o fiz sentindo e somente hoje é que parei a fim de organizar minhas sensações e emoções a esse respeito. E, num segundo, lá estava eu a percorrê-lo na minha imaginação, buscando os detalhes, as nuances, o que há de singular...
Moro em Porto Alegre e trabalho numa escola que fica encrustada no condominio onde moro. Sim, há muito em comum entre o Condomínio e a Escola, a começar pelo nome. Ele foi construído numa grande área onde antigamente era uma chácara, e a Escola foi erguida praticamente no centro deste condomínio. Das quatro divisas do terreno da escola, três são com o condomínio e a outra para a Avenida.
Estamos numa região com muitas árvores, algumas delas centenárias, há uma enorme variedade de espécies e também de plantas, acredito eu que o nome dado foi devido a natureza que os circundam.
Ao sair do apartamento onde moro, subo um lance de escadas e me deparo com imensas árvores a me acompanhar no trajeto, que levo aproximadamente dois ou três minutos para percorrer.
Gosto de observar os raios de sol por entre as árvores, nos dias ensolarados, posso apreciar um espetáculo único, vibrante, cheio de vida e luz!
Não transito por ruas externas, apenas por acessos internos, uma vez que o portão de entrada da Escola se localiza ao lado de uma das portarias do condomínio, portanto, as pessoas que cruzo pelo caminho, são todos meus vizinhos, alunos e amigos, sempre algo bem peculiar.
Esta minha travessia (afinal é isso o que faço, atravesso o condomínio) se repete quatro vezes ao dia, duas de ida e duas de retorno, num aclive quando o meu deslocamento é em direção a escola.
O que me chama muito a atenção são as transformações que as árvores sofrem ao longo das estações, em especial os plátanos, que durante o outono, cobrem o chão com suas folhas secas e, eu simplesmente adoro pisá-las, o "creckt" que produzem quando as piso é inigualável e isso sempre me lembra um livro que certa vez li, onde falava exatamente disso: a liberdade e o prazer da interação com a natureza, as sensações ao se pisar nas folhas secas caídas no chão....
Também gosto muito de observar um pinheiro enorme, que em função de um dos prédios, pintados de branco e verde, cresceu torto, inclinado, com sua imponência e uma cor forte a se destacar das demais árvores que o cercam.
Logo ali, no rápido trajeto, também encontro um coqueiro, daqueles que me fazem reviver a minha infância, quando acampávamos em família, numa praia repleta desses coqueiros e nós crianças, nos divertíamos muito ao comer os "butiás ou coquinhos",( já nem lembro mais o nome certo) mas as imagens permanecem bem vivas até hoje na minha lembrança, me fazendo voltar no tempo cada vez que os avisto.
Lembro agora, de quando estava grávida, o trecho que caminho, à medida que minha gestação avançava, ia se tornando mais e mais longo, parecia não ter fim, e o tempo que eu levava para percorrê-lo só aumentava e eu sempre ficava ofegante.
Posso observar também, durante os meus deslocamentos a rotina dos meus vizinhos, saindo e chegando, começando um novo dia ou retornando ao final dele. É o trabalho, a escola dos filhos, os outros compromissos, tudo isso se desenvolve no dia-a-dia. Um rápido "oi", ou às vezes, quando a correria nos dá uma trégua, aquela paradinha para colocar o papo em dia, dessa forma as relações se estabelecem e nunca me sinto sozinha ao me deslocar até a escola.
Muitas vezes, ao me deslocar, vou encontrando colegas de trabalho ou alunos que também moram no condomínio e, vamos todos, num alegre papo até a escola. Já na travessia da portaria entre o condomínio e a escola, ali sim, posso avistar a Avenida , seu movimento quase que exclusivo de estudantes e pais, os burburinhos dos grupos, a agitação da gurizada na frente da escola. Isto para mim tem cheiro de vida. É uma ebulição de idéias, sentimentos e sonhos!

quinta-feira, maio 21, 2009

Rituais de Passagem

Quantos partos uma mãe tem na vida? Eu já tive inúmeros e acredito que terei muitos outros ainda, com apenas dois filhos.
Á medida que meus filhos crescem, cresço com eles. Não nasci mãe, me torno mãe a cada dia, a cada novo desafio, a cada questionamento, a cada encruzilhada emocional que me deparo...
Estava certo quem um dia disse que ser mãe é padecer no paraíso, ou no inferno, não lembro bem, mas pouco importa, a gente padece mesmo, este é o fato!!
Além de padecer, somos sempre as bruxas, as más, as erradas e errantes, as protetoras, as manipuladoras, entre uma série de outros adjetivos tão “afetuosos”.... Porém, o interessante de tudo isso é que me sinto bem assim e em muitas situações ajo assim também.
Há momentos em que não basta saber o que é certo, conhecer as conseqüências de determinadas atitudes. No meu caso, a super-ultra-mega-protetora-mãe esta sempre a postos e entra em ação ao menor sinal de ameaça que eu possa perceber.
A “divindade mãe” tem uma sensação de onipotência extrema, absoluta, inabalável, todas as ações estão respaldadas no eterno: “ faço isso pensando no teu bem”. Será que é mesmo pensando no bem do filho?
Hoje estou em pleno trabalho de parto, meu filho de 5 anos começou a ir para a escola com o transporte escolar. Não sou eu que o levarei, eu não o entregarei nas mãos da profe. com aquele olhar: “ ó, ele está bem, é assim que o quero mais tarde, cuida bem dele tá?”, não sou eu que estou dirigindo pelas ruas da cidade com ele a bordo e também não conheço as outras crianças que dividem o espaço no microônibus.
Tantas coisas novas, tantos desafios para mim... um parto dolorido, mas tremendamente NECESSÁRIO!! Acho que mais necessário para mim que para ele, a perceber pela felicidade que o vi entrando no microônibus, um sorriso largo, satisfeito, e eu ali parada, “apavorada”, pensando: “ meu filhinho, será que ficará bem?” Já tive noticias, sei que chegou muito bem, tranqüilo, satisfeito.... e eu? Ora, ora, corri para cá, para escrever sobre minhas angústias. Enquanto escrevo, o “bebê” nasce, esqueço as dores, as forças, me permito curtir o depois, a minha vitória sobre mim mesma. Hoje me tornei um pouquinho mais mãe, ou seria menos?

quarta-feira, maio 06, 2009

Duzentos e dez...

Tem dias que são assim,
como o Sol, a nuvem e a chuva: inspiram e passam.
E tem dias que são como as feridas,
que ficam e cicatrizam, mas nunca saem da memória.